Escrito por Elaine Barbosa de Lima
Publicado por Psicóloga Patricia Machado Visite também: http://blog.psicodiálogos.zip.net/

Olá, pessoal, segue agora a continuação dos tipos de chefes. Será que você é um deles, já teve ou tem um desse tipo? Aqui vão mais três deles:
O CENTRALIZADOR
Como ele é?
Na maioria das vezes, ele já teve um chefe assim como ele. Não consegue delegar tarefas e quando o faz não sai de perto. Fica estressado facilmente, se sobrecarrega e impede que a equipe se desenvolva.
Como lidar com ele?
É inseguro e não pensa que alguém vai fazer o trabalho tão bem quanto ele. Tente ser um gestor de seu chefe, tente ajudá-lo a descobrir o que provoca tanta insegurança ao delegar algo. Procure suprir essa falha, mas sem deixar parecer que você quer o lugar dele.

O CAXIAS
Como ele é?
Fiscaliza o horário dos subordinados, o tempo de almoço, que ficou no telefone. Não importa se você entrega, ele quer que suga as regras dele. Fica no cargo por dar resultados à empresa.
Como lidar com ele?
Para lidar com ele, use bem o seu relógio, não se atrase, siga o ritmo dele. Ou mostre o quanto isso o incomoda, o quanto tem afetado sua vida, mesmo concordando como o seguimento de horários. Lembre-se: discuta o sentimento, e não a regra.

O ANTIÉTICO
Como ele é?
Tem uma agenda oculta, próprias regras que ninguém sabe quais são. Nunca se sabe o que ele faz de fato, nunca está sozinho e tem ligações dentro e fora da empresa.
Como lidar com ele?
É o tipo mais perigoso de todos e deve-se ter muito cuidado. Tente se precaver, guardando documentos, provas e álibis, mas não o enfrente e procure ser o mais formal e distante que puder. Pense seriamente em procurar outro emprego.

Cartazes, faixas, outdoors, comerciais, passeatas, reportagens e homenagens diversas marcam, em várias partes do mundo, no dia 08 de março, o “Dia Internacional da Mulher”.
Creio que não podemos negar as grandes e consideráveis conquistas que as mulheres alcançaram ao longo do tempo no que se refere ao desejo de igualdade dos direitos entre homens e mulheres. Será que tais conquistas se referem apenas aos direitos de cidadania? Acredito que não. Talvez nossa maior conquista tenha sido o direito de expressão, de ser e estar no mundo nas suas mais variadas formas, podendo efetivar escolhas quanto aos papéis que desejamos desempenhar e a forma como fazê-los. Enfim, o direito de ser mulher! Que o diga o cantor Erasmo Carlos em sua música “Mulher”.
Contudo, não podemos negligenciar o fato de que as discriminações e a violência ainda existem e reforçam a crença cultural de que a mulher é um sexo frágil e inferior e que deve ser tratada como tal. Por muitos anos as diferenças entre homens e mulheres foram reforçadas, reproduzidas e transmitidas de geração a geração. Surpresa é constatarmos que nós, mulheres, somos as principais agentes mantenedoras e reprodutoras dessa crença cultural e o quanto resistimos, embora juremos “de pés juntos” o contrário, em admitir tal realidade.
Não podemos negar que mudanças não se dão da noite para o dia, levam tempo e um grande gasto de energia, incomoda, irrita, desequilibra, desorganiza..., mas acontecem. Crenças, costumes, conceitos e “pré-conceitos” fazem parte de um processo sócio-cultural de construção de um povo e é necessário tempo e perseverança para que as mudanças se tornem significativas. O importante é ter cuidado para não sairmos de um extremo e cairmos em outro, como aconteceu com vários movimentos feministas. O pobre do sutiã que o diga, no passado foi humilhado e queimado em praças públicas representando a libertação feminina. Hoje, objeto de desejo e consumo das mulheres, expressa e valoriza sua feminilidade, sensualidade e sexualidade e, claro, fantasia o imaginário masculino.
Escrito por: Elaine Barbosa de Lima
Psicóloga – CRP/01 - 13665

Caracterizada pelo excessivo acúmulo de tecido adiposo no organismo, a obesidade é considerada uma doença crônica que ameaça a vida, desencadeia o aparecimento de co-morbidades e prejudica a qualidade de vida e a autoestima dos indivíduos. Atualmente, é vista como um problema de saúde pública, devido à sua crescente prevalência e à gravidade de suas conseqüências. Envolve aspectos genéticos, comportamentais, psicológicos, sociais, metabólicos e endócrinos, o que a torna um fenômeno multifatorial.
A cirurgia bariátrica é uma forma eficaz de tratamento da obesidade mórbida e possibilita o controle do peso a longo prazo, porém é um procedimento complexo e apresenta riscos de complicação como qualquer intervenção cirúrgica. Os pacientes candidatos a esse método de tratamento necessitam de avaliação e de acompanhamento multiprofissional que lhes dê o suporte necessário em todas as fases do processo.
A presença do acompanhamento psicológico semanal durante o período pré e pós-operatório pode elevar a possibilidade de sucesso do procedimento cirúrgico. Na fase pré-operatória, o psicólogo avalia se o paciente está apto, emocionalmente ou não, para a cirurgia e também avalia sua compreensão quanto aos aspectos decorrentes do pré e pós-cirúrgico a fim de que o paciente perceba a amplitude do processo a que se submeterá e tome as decisões necessárias de forma mais consciente, considerando a particularidade de seu caso. O psicólogo também pode detectar e tratar os pacientes portadores ou potencialmente sujeitos a distúrbios psicológicos.
Expectativas, ansiedades e insegurança permeiam a fase de recuperação do ato cirúrgico que é considerada, pela quase totalidade dos pacientes, como uma das mais difíceis devido ao desconforto e a adaptação à nova dieta. As rápidas mudanças nos hábitos alimentares e no próprio corpo, durante o período do pós-operatório, exigem do paciente uma série de adaptações e reflexões a cerca de sua nova realidade e as questões emocionais emergem. Nesse momento, o acompanhamento psicológico também é de extrema importância, pois auxilia o paciente a se conhecer e a se compreender melhor e a aderir ao tratamento. O psicólogo estimula a participação efetiva do paciente em seu processo de emagrecimento e na vivência de criação/construção de uma nova identidade.
Escrito por:
Elaine Barbosa de Lima
Psicóloga - CRP/01- 13665





Quem nunca presenciou na rua, no supermercado ou no shopping uma criança chorando, aos berros, pulando ou até deitada no chão e batendo com as pernas e mãos no chão? Esta cena não muito agradável, mas cada vez mais comum é a famosa birra infantil. Mas o que significa a birra?
A birra nada mais é do que um comportamento que a criança aprende a usar para obter o que deseja no ambiente em que vive. É um comportamento que chegou ao limite, pois a criança dia após dia passa a enfrentar e a testar os limites que são dados a ela. Um simples "não" dos pais para comer doce antes do almoço passa a ser um desafio a ser transformado em "sim" pela criança. Se faz cara de triste e ganha o doce, da segunda vez vai fazer cara de triste e dizer que não a amam para ganhar o doce. Da terceira, quarta, quinta vez, os comportamentos vão se elaborando.
O desafio aos limites é um processo natural durante o desenvolvimento infantil que volta a se repetir na adolêscencia, mas se torna problemático quando os pais não sabem lidar com os limites que eles mesmos deram aos filhos. Muitos pais não conseguem negar os desejos dos filhos porque eles próprios não tiveram as oportunidades que os filhos têm. Os pais se realizam nos filhos. Essa é a causa mais comum para as birras.
O ideal a ser feito é dar os limites e mantê-los, mas sempre conversando com a criança sobre os motivos que levaram a negar algo naquele momento. Por exemplo, dizer que ela poderá comer o doce depois do almoço como sobremesa, mas somente se ela comer tudo. Daí o doce será uma deliciosa recompensa , e não uma obrigação dos pais para com ela. E se a criança insistir, mostrar a ela que você vai cumprir o que disse. A criança se sentindo segura com suas palavras e ações é a chave para uma criança equilibrada.
Mas é claro que o sucesso disso depende de todos os que vivem com a criança, pois se um diz "não" e outro diz "sim", o equilibrio será perdido rapidamente. Diálogo e entendimento entre todos é fundamental contra a birra.
Publicado por Psicóloga Patricia Machado
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