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quinta-feira, 1 de julho de 2010

O que é o estresse?


O tema de hoje foi escolhido porque ele faz parte de nossa vida diária. Por ele, foi convidada pelo Movimento Cursilho de Cristandade para falar sobre o tema. Segue então o que foi exposto na palestra para os que não puderam ir, para os que foram e para todos que também como eu se interessam pelo tema.


1- O que é o estresse?

Reação natural do organismo que se prepara para lutar ou fugir.


2- Por que é considerado o mal do século junto com depressão?

Fatos novos do cotidiano e vida moderna aparecem, mas a estratégia bióloga é antiga e traz resultados insatisfatórios para o manejo do estresse. O problema é que nossas condições de vida fazem com que as reações sejam longas e o ser humano muitas vezes não conhece o que o ameaça, portanto não pode fugir. E assim, o organismo não volta ao normal.


3- O que causa o estresse?

Ameaças súbita; violência urbana diária e sensação de insegurança; acidentes ou lesões corporais; dificuldades sexuais; doenças prolongadas; morte de pessoas próximas; problemas financeiros; conflitos permanentes no trabalho ou em casa; divórcio ou problemas nos relacionamento; excesso de atividade e má distribuição do tempo; acúmulo de raiva e sentimentos negativos; descontrole diante de situações críticas; preocupação excessiva; dificuldade de lidar com as perdas; descontrole diante de situações críticas; falta de descanso e lazer.


4- Quais os primeiros sinais de estresse?

Diminuição do rendimento diário; faltas na escola ou no trabalho; insatisfação, reclamações, monotonia; indecisão, julgamentos errados; piora na organização, atrasos de tarefas, perda -de prazos; insônia, sono agitado, pesadelos; irritabilidade, explosividade; a concentração e a memória diminuem; coisas que davam prazer se tornam uma sobrecarga; uso de férias, feriados e finais de semana para colocar o serviço em dia; diminuição de entusiasmo e prazer pelas coisas; Falta de entusiasmo e prazer


5- Quais são os sintomas psicológicos com o agravamento do estresse?
Cansaço, astenia, fraqueza; ganho ou perda de peso; diminuição da libido, impotência sexual, infertilidade; tentativa de relaxar com álcool, nicotina, drogas ou excesso de comida; dificuldades de memória e concentração; inibição do crescimento; doenças da tireóide, asma, alergias; irritabilidade e nervosismo; exacerbação de atos falhos e compulsivos; medos; depressão: queda ou aumento do apetite, alterações do sono, apatia, dentre outros tantas conseqüências.

6- Como prevenir e controlar o estresse?

Pratique uma técnica de relaxamento ou massagens

Afaste-se de situações angustiantes ou conflituosas

Equilibre lazer, família e trabalho

Pratique uma técnica de relaxamento ou massagens

Afaste-se de situações angustiantes ou conflituosas

Evite levar para casa problemas de trabalho

Equilibre lazer, família e trabalho

Vá a livrarias, cinemas ou museus

Tome uma bebida calmante

Procure diferentes tipos de aconselhamento.

Planeje seu orçamento

Conheça seus sentimentos e personalidade

Mantenha hábitos saudáveis

Não tente ser perfeito

Aprenda com os erros e situações

Procure soluções atingíveis

Aprenda a dizer “não”

Viva cada dia por vez, como se fosse o último


Saber dos sintomas e como controlar o estrese é fundamental nos dias de hoje. Use as informações à seu favor, vá a luta contra o perigoso estresse, mexa-se, descanse, busque soluções e seja mais feliz!!








Publicado por Psicóloga Patricia Machado Visite também: http://blog.psicodiálogos.zip.net/

sábado, 12 de junho de 2010

Milho de Pipoca



Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre!

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem o fogo, o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade de grande transformação também.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Nem pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo que é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!

E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesmo nunca tinha sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria a ninguém.

Extraído do livro “O amor que ascende a lua”, de Rubem Alves.






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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Obesidade, cicurgia bariátrica e acompanhamento psicológico: um encontro possível


Caracterizada pelo excessivo acúmulo de tecido adiposo no organismo, a obesidade é considerada uma doença crônica que ameaça a vida, desencadeia o aparecimento de co-morbidades e prejudica a qualidade de vida e a autoestima dos indivíduos. Atualmente, é vista como um problema de saúde pública, devido à sua crescente prevalência e à gravidade de suas conseqüências. Envolve aspectos genéticos, comportamentais, psicológicos, sociais, metabólicos e endócrinos, o que a torna um fenômeno multifatorial.

A cirurgia bariátrica é uma forma eficaz de tratamento da obesidade mórbida e possibilita o controle do peso a longo prazo, porém é um procedimento complexo e apresenta riscos de complicação como qualquer intervenção cirúrgica. Os pacientes candidatos a esse método de tratamento necessitam de avaliação e de acompanhamento multiprofissional que lhes dê o suporte necessário em todas as fases do processo.

A presença do acompanhamento psicológico semanal durante o período pré e pós-operatório pode elevar a possibilidade de sucesso do procedimento cirúrgico. Na fase pré-operatória, o psicólogo avalia se o paciente está apto, emocionalmente ou não, para a cirurgia e também avalia sua compreensão quanto aos aspectos decorrentes do pré e pós-cirúrgico a fim de que o paciente perceba a amplitude do processo a que se submeterá e tome as decisões necessárias de forma mais consciente, considerando a particularidade de seu caso. O psicólogo também pode detectar e tratar os pacientes portadores ou potencialmente sujeitos a distúrbios psicológicos.

Expectativas, ansiedades e insegurança permeiam a fase de recuperação do ato cirúrgico que é considerada, pela quase totalidade dos pacientes, como uma das mais difíceis devido ao desconforto e a adaptação à nova dieta. As rápidas mudanças nos hábitos alimentares e no próprio corpo, durante o período do pós-operatório, exigem do paciente uma série de adaptações e reflexões a cerca de sua nova realidade e as questões emocionais emergem. Nesse momento, o acompanhamento psicológico também é de extrema importância, pois auxilia o paciente a se conhecer e a se compreender melhor e a aderir ao tratamento. O psicólogo estimula a participação efetiva do paciente em seu processo de emagrecimento e na vivência de criação/construção de uma nova identidade.

Escrito por:

Elaine Barbosa de Lima

Psicóloga - CRP/01- 13665




Publicado por Psicóloga Patricia Machado
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Quando fazer psicoterapia



As pessoas em geral têm muito receio em procurar ajuda profissional mesmo estando em muito sofrimento. Muitos de nós tentamos minimizar ou negar nosso sofrimento, dizendo: "Isso não é nada, vai passar". Depois surge a vontade de ligar para aquele amigo tão compreensível, que mesmo depois de muitas conversas, parece que o sofrimento se alivia na hora, mas não passa. Daí muitos procuram um médico atrás do outro que não encontram nada de anormal e dizem: "É psicológico". Chega então o momento de procurar ajuda profissional.

Então vem aquele receio antes de procurar um psicólogo: "se alguém souber vai pensar que eu estou ficando louco". Sei muitos já passaram por estas situações, mas a psicoterapia não é para gente doido, mas para pessoas em
sofrimento ou com desejo de autoconhecimento..

Para saber o momento de fazer psicoterapia, a primeira pista é a
vontade, que para muitas pessoas, vem depois de uma penosa realidade. A segunda pista é ver que seus problemas são os mesmos, entra ano, sai ano os desejos não se concretizam, os problemas, as dores, os desconfortos na vida estão do instalados, provocando ainda mais sofrimento; a terceira, é o desejo de mudar, que não é nada fácil, pois vem a insegurança com o novo, implica tomar decisões importantes e ver como os outros irão reagir também.

A quarta pista é estar
pronto para ouvir o que o psicólogo tem a lhe dizer, não baseado em "achismos" ou "modismos", mas baseado no seu caso, na sua personalidade e no seu modo de funcionar e ser no mundo. A quinta pista é visualisar como você realmente é e está no mundo, podendo descobrir por exemplo, porque fica desconfortável quando recebe um elogio. Já a última, mas não menos importante pista é reconhecer as suas vontades, que são diferentes das vontades de sua mãe, pai, irmão, professor. No dia-a-dia, entra tudo num grande caldeirão de desejos e, sem saber diferenciar uma coisa e outra, a frustração se instala. No começo dá medo de enfrentar esse esquadrão, mas com o tempo todos se acostumam com as mudanças e as coisas passam a se encaixar.

Portanto, quando algo lhe incomodar durante algum tempo, antes de procurar o primeiro nome na lista de endereços, ou procurar todos os médicos especialistas para explicar o seu sofrimento, tente olhar para dentro de si e ver a sua vida de forma crítica e realista. E se essas e outras pistas se encaixam para você, então você está pronto para fazer psicoterapia.


Publicado por Psicóloga Patricia Machado
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